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quarta-feira, 9 de março de 2011

11. TEMA 9 - A ÉTICA E OS LIMITES DA LINGUAGEM

Caros alunos,
Após ler o texto: “Conferência sobre Ética” de L. Wittgenstein, disponível em:
e examinar o material disponível em:
envie seus comentários para postagem até as 24hs. do dia 28 de março.

55 comentários:

  1. A teoria apresentada por Wittgenstein me parece fascinante.

    Eu já havia lido alguma coisa produzida por ele, sobre a natureza dos problemas discutidos em filosofia, questão essa abordada no vídeo apresentado, quando Wittgenstein afirma que não existem problemas puramente filosóficos, mas que a filosofia encarrega-se de tentar resolver problemas provenientes de outras áreas do conhecimento, como a ciência, matemática, etc. Nesse ponto, eu posso concordar com o autor, já que ele mesmo apresenta as questões abordadas na filosofia acerca de sua função, seu propósito, etc. como subproblemas (não me lembro exatamente se era esse o termo) e que o ato de se filosofar seria muito mais útil e válido se se encarregasse de tentar resolver os problemas com raízes em outras áreas do conhecimento.

    A teoria de Wittgenstein apresentada no texto lido é a de que nosso vocabulário não consegue suprir nossas necessidades quando o que está em questão é a Ética, mesmo que a primeiro momento essa não seja a impressão. No decorrer de seu discurso, o filósofo apresenta diversos exemplos de como a linguagem nos parece suficiente para falar desses assuntos em alguns casos, mas analisando-os, percebe-se que nos faltam palavras suficientes. O autor defende que podemos descrever fatos, mas não podemos descrever coisas que não são fatos. No “livro do mundo”, que o filósofo cita no discurso, estariam escritos todos os acontecimentos, com descrições físicas e psicológicas, mas, como o autor defende, não haveria nenhuma consideração ética ali escrita. E por que? Porque a Ética não é um fato.

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  2. Continuação!

    Sabemos que definir a ética é um problema já exaustivamente estudado por nós e por diversos outros filósofos que se encarregam desse fardo, porém, o autor em questão faz uma afirmação que eu, pessoalmente, achei brilhante: “A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.”. Aqui, ele propõe que a tentativa de se escrever sobre a Ética, é uma tentativa de se abordar uma tendência do espírito humano, de tentar compreender essa tendência a agir, pensar e promover atos que reside na alma humana.

    Nas considerações finais de seu discurso, Wittgenstein faz uma afirmação um tanto quanto angustiante: “Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada.”. Nesse momento, a jaula se torna nossos limites impostos pela linguagem e a corrida seriam nossas tentativas de abordar a Ética e a Religião.

    Afinal, Wittgenstein não propõe que se deixe de escrever sobre a Ética, ou de tentar compreendê-la. Ele apenas nos apresenta o fato de que nossa linguagem não é capaz de descrever nada que não sejam fatos e que a Ética não é um fato, é uma “tendência do espírito humano”, que não pode ser descrita e nem compreendida em forma de palavras.

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  3. Caros Alunos,
    Recomendo que todos leiam a excelente postagem feita pela Bárbara.

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  4. CONFERÊNCIA SOBRE A ÉTICA
    L. Wittgenstein
    “Moore em seu livro Principia Ethica... Ele diz: "A Ética é a investigação geral sobre o que é bom." Ao invés de dizer que "a Ética é a investigação sobre o que é bom", poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver. Creio que se observarem todas estas frases, então terão uma idéia aproximada do que se ocupa a Ética.
    A primeira coisa que nos chama a atenção nestas expressões é que cada uma delas é usada, realmente, em dois sentidos muito distintos. Vou denominá-los, por um lado, o sentido trivial ou relativo, e por outro, o sentido ético ou absoluto.
    De fato, a palavra bom no sentido relativo significa simplesmente que satisfaz um certo padrão predeterminado.
    Mas suponhamos que eu tivesse contado a um de vocês uma mentira escandalosa e ele viesse e me dissesse "Você se comporta como um animal" e eu tivesse contestado "Sei que minha conduta é má, mas não quero comportar-me melhor", poderia ele dizer "Ah, então, tudo bem"? Certamente, não. Ele afirmaria "Bem, você deve desejar comportar-se melhor". Aqui temos um juízo de valor absoluto,
    O que agora desejo sustentar é que, apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.
    Suponham, além disso, que este homem [OMNICIENTE] escrevesse tudo o que sabe num grande livro. Então tal livro conteria a descrição total do mundo. O que quero dizer é que este livro não incluiria nada do que pudéssemos chamar juízo ético nem nada que pudesse implicar logicamente tal juízo. Conteria, certamente, todos os juízos de valor relativo e todas as proposições científicas verdadeiras que se pode formar. Mas, tanto todos os fatos descritos como todas as proposições estariam, digamos, no mesmo nível. Não há proposições que, em qualquer sentido absoluto, sejam sublimes, importantes ou triviais.
    Por exemplo, em nosso livro do mundo lemos a descrição de um assassinato com todos os detalhes físicos e psicológicos e a mera descrição nada conterá que possamos chamar uma proposição ética. O assassinato estará exatamente no mesmo nível que qualquer outro acontecimento como, por exemplo, a queda de uma pedra.
    Nossas palavras, usadas tal como o fazemos na ciência, são recipientes capazes somente de conter e transmitir significado e sentido naturais. A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos, do mesmo modo que uma taça de chá somente pode conter um volume determinado de água, por mais que se despeje um litro nela.
    Do mesmo modo, o bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo.

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  5. continuação:
    Desta forma parece que, na linguagem ética e religiosa, constantemente usamos símiles. Mas um símile deve ser símile de algo. E se posso descrever um fato mediante um símile, devo também ser capaz de abandoná-lo e descrever os fatos sem sua ajuda. Em nosso caso, logo que tentamos deixar de lado o símile e enunciar diretamente os fatos que estão atrás dele, deparamo-nos com a ausência de tais fatos. Assim, aquilo que, num primeiro momento, pareceu ser um símile, manifesta-se agora como um mero sem sentido.
    Em outras palavras, vejo agora que estas expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência. Isto porque a única coisa que eu pretendia com elas era, precisamente, ir além do mundo, o que é o mesmo que ir além da linguagem significativa.
    A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.”

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  7. A palestra de Wittgenstein possui tom extremamente filosófico, não preocupando-se em delimitar as doutrinas éticas existentes, ou buscar uma definição perfeita para ética ou um padrão para seguirmos e decidirmos o que é certo ou errado, e sim faz uma reflexão profunda acerca da dificuldade que a Ética e a Religião enfrentam para serem expressas, e conclui o texto alegando que a Ética não seria ciência, pois não trata de exposição ou explicação de fatos em si, e sim faz juízos sobre eles.
    Ao descrevermos determinado acontecimento, não estamos fazendo nenhum juízo ético sobre o tal, pois estamos apenas contando o que ocorreu. Ao determinados que tal ação é “boa” ou “ruim”, aí sim estamos fazendo juízo de valor, pois temos um referencial pré-concebido de algo bom ou ruim e estamos comparando determinada ação com ele. Ética envolve muito mais que simplesmente descrever fatos; temos que julgá-los mais ou menos dignos, valorosos etc. Mas para expor tal julgamento, fazemos uso de palavras que são vazias em si, i.e., fazem seu próprio significado, o que torna a descrição, muitas vezes, não muito digna de crédito.
    Wittgenstein cita exemplos para tornar de melhor compreensão essa ideia que quer passar, mas não me aterei a eles, porque a explicação ficaria extensa e provavelmente idêntica a do autor. O filósofo diz que essa é a grande dificuldade do pensador que se dedica à ética e à religião, pois precisa descrever conceitos metafísicos e subjetivos com palavras que são, por vezes, vazias de sentido.

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  8. Wittgenstein fala que a ética não pode ser demonstarada em palavras, porque está além do mundo real e da linguagem significativa. sendo assim não podemos fazer uma reflexão ética porque ela está fora do limite que pode ser expresso em palavras, ela só pode ser demosntrada por ações, no modo de agir eticamente. Mas como não temos como afirmar o que é bom ou ruim, não podemos trata-la no campo da lógica.
    Quando falamos de ética, sempre citamos exemplos pessoais, então o agir eticamente não seria uma ação "inerente ao ser humano"? Mesmo não sendo possível se chegar a uma conclusão lógica, não podemos diminuir a importância que ela possui na busca do que é bom ou prazeroso para o ser humano, simplesmente porque é inatingível em seu sentido absoluto, mas sempre acaba por estabelecer regras e limites nas ações da vida humana.

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  10. A turma de “Conhecimento e Ética” do Prof. Peluso vêm se inteirando sobre algumas correntes de pensamento acerca da complexa questão que intitula o curso. Assim, lendo as argumentações de autores como Kant e Hume, os alunos, com ajuda do professor, se esforçam para compreender ao menos um pouco do que foi pensado por tais mentes reconhecidamente brilhantes. Existem barreiras, no entanto, para tal compreensão, algumas muito obvias, como o fato dos textos lidos, além de muito densos, são traduzidos de outras línguas. Além disso, foram escritos em épocas onde a linguagem, mesmo no país de origem, não era exatamente a utilizada atualmente. Para L. Wittgenstein, no entanto, tais problemas não são centrais em se tratando de ética, isso porque, a questão poderia ser descrita como a busca pelo caminho para o bem, ou a felicidade e ouso dizer, que essa é uma descrição consensual. Sendo assim, o problema depende da solução de outro, que é: “Até que ponto a linguagem é capaz de dar conta da felicidade? Ou mesmo da conduta?” Isto porque, somos capazes de fazer “juízos de valor relativos”, como dizer que alguém é um bom motorista, porque nunca se envolveu em um acidente. Mas na ética, juízos de valor precisam ser absolutos, ou seja, a ética tenta tenta definir o bem absoluto, universal. É, então, neste ponto que chegamos ao limite de nossa linguagem, segundo Wittgenstein:
    “Nenhum estado de coisas tem, em si, o que gostaria de denominar o poder coercitivo de um juiz absoluto.”(conferencia sobre ética, Ludwig Wittgenstein)

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  11. Em Wittgenstein, a ética é tida como a investigação universal do que é bom. A partir desta proposição, o autor constrói sua teoria, tentando nos mostrar que todos os discursos sobre o que é bom do ponto de vista moral são desprovidos de sentido, ou seja, a ética como é algo “meta” é totalmente sem sentido e não se enquadra em categoria de ciência, pois “a Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência”. Só podemos dizer algo com “símiles”, usamos deles para nos expressarmos e as abstrações, são meras quimeras, isto é, apenas uma “corrida perfeita e absolutamente desesperançada contra as paredes de nossa jaula”.
    Dessa forma, Wittgenstein, não diz que a ética não é válida. Ele até a respeita profundamente, porém sabe que ela está além dos limites da nossa linguagem, seu universo de discurso é inalcançável, pois se o homem conseguisse escrever um livro de ética pura (e não apenas de fatos) com certeza destruiria todos os livros do mundo que são relativos e descrevem meros fatos dentro de sua linguagem e seu universo de discurso.
    Wittgenstein, era simples: sobre o que não se pode falar, deve-se calar, ou seja, se não podemos falar da abstração da ética, do seu absoluto, pois tudo é relativo, tal como a ciência, devemos nos calar, pois tudo que temos sobre ética são falácias, tautologias.

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  12. Wittgenstein procura usar várias definições da palavra ética no início do texto: “... poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver”. Ele utilizou isso para mostrar o sentido relativo e o sentido absoluto contidos nessas expressões. Em sentido relativo não há muito problema de entendimento de sentenças, pois elas apenas enunciam fatos.

    O problema então é que o sentido usado pela ética é apenas o sentido absoluto das coisas e assim: “bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo.”. Portanto, não há motivo pelo qual uma frase que determina um estado de coisas consiga determinar um juízo absoluto de valores, já que este juízo absoluto parece estar em um patamar externo a essa frase.

    Dessa maneira, Wittgenstein argumenta que não podemos utilizar a nossa linguagem para discutir a ética. Embora, no final do texto, ele mesmo tenha admitido que a discussão sobre ética seja algo um tanto quanto natural do ser humano: “O que ela [ética] diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.”.

    Em minha opinião, a discussão sobre ética não deve ser deixada de lado por uma simples falta de resultado em um curto período de tempo e uma insatisfação pessoal por não se ter encontrado uma resposta imediata. Dado que, em longo prazo, parecemos ter obtido alguns avanços, embora não sejam todos os avanços desejados.

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  13. É, sem dúvida, importante a percepção de Wittgenstein no que diz respeito aos limites da linguagem, porém me parece que ele determina um tabuleiro muito limitado para um jogo, que conforme suas regras, somente Wittgenstein pode vencer.
    Admitindo-se o ponto de partida de Wittgenstein, não vejo saída razoável para confrontar sua afirmação de que não existem problemas filosóficos, pois a filosofia (em minha rasa opinião) trata justamente do não codificado, aquilo que não tem reporte sólido e definitivo (pois quando tem este reporte enquadra-se em alguma categoria de ciência), sendo, portanto, uma investigação sobre o imaterial que reside em cada ser humano. Concordo com Wittgenstein quando ele diz que ética é um testemunho da tendência do espírito humano, porém acrescento que este testemunho torna-se fato quando vemos a evolução da civilização (como dito em sala, somos seres melhores a cada dia, e muito disso se deve as investigações éticas).

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  14. Achei bem interessante o ponto de vista proposto por Wittgenstein, no começo eu pensava que sua teoria era obscurantista e seria muito difícil de apoiá-la com argumentos, porém após ler seu texto vi que ele levantou pontos muito interessantes, que deveriam ser no mínimo estudados pelas demais correntes éticas.

    Seu principal ponto é o de que a ética esta em um nível que a nossa linguagem como ela é não consegue explicar ou trabalhar em cima, assim seria sensato dizer que a pesquisa sobre a ética seria uma busca em vão. Para sustentar esta teoria e explica que nossa linguagem tem como função explicar empíricos e explícitos, enquanto que a ética não pode ser comprovada empiricamente e é muito subjetiva e difícil de se definir. As pessoas, mesmo ao tentar, conseguem no máximo usar palavras que parecem que significam o que elas querem dizer, porém nem elas mesmas conseguem definir o que elas estão dizendo. Podendo então se dizer que quando alguém esta “falando” sobre ética, ele só esta falando baboseiras sem sentido. Este é o ponto crucial de toda a sua teoria, e um que é realmente difícil de contradizer.

    Porém, mesmo expondo essa falha nas teorias sobre ética, Wittgenstein ainda se mantém respeitoso, não ridicularizando as demais teorias. Isto é bem aparente no final de sua conferência.

    Uma última coisa, eu gostaria de saber se seria possível do professor explicar quais são os contra argumentos expostos pelas demais correntes éticas para contradizer Wittgenstein. Obrigada.

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  15. Ao discursar sobre Ética Ludwig Wittgenstein diz que a ética seria a investigação do sentido da vida, “(...) de descobrir a maneira correta de viver" e para isso ele tenta mostrar que todos os discursos sobre o que é moralmente bom são desprovidos de sentido. Para tal fim ele faz distinção entre sentido relativo e absoluto de expressões lingüísticas, afirmando que as expressões, que utilizamos em contextos éticos, são usadas de duas formas. No sentido relativo onde há uma "medida previamente fixada " - determinada ação seria boa por exemplo em relação a algo anteriormente estabelecido – ou no sentido absoluto. São proposições que expressam, os pensamentos de maneira sensorialmente perceptível, segundo a concepção do autor - "O mundo é a totalidade dos fatos, não das coisas". Valores absolutos ou juízos éticos, não podem tratar do mundo, os fatos por si próprios não podem conter valores absolutos, diante disso ele lembra dos dizeres de Hamlet: "Em si nada é bom ou mau; o pensamento tão-somente faz com que as coisas sejam bos ou más". 0s conceitos usados nos enunciados não podem ser resgatados cognitivamente e representam meros conceitos aparentes, os juízos formados a partir deles, também não podem ser expressos e enunciados com sentido, razão pela qual também não pode existir nenhuma ciência da ética. Já sabemos que Wittgenstein não acredita que exitam problemas puramente filosóficos e agora com este texto apresentado sabemos que para compreendermos sua posição quanto a ética temos que entender sua visão peculiar de mundo.

    “A Ética [...] nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar [...]”. Wittgenstein.

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  16. Wittgenstein coloca a ética fora do âmbito da ciência ao defender que não há base empírica que a estruture: "Parece-me evidente que nada do que somos capazes de pensar ou de dizer pode constituir-se o objeto.".
    Para o filósofo, a linguagem assume fator determinante para essa defesa. É ela o instrumento de representação de nossa forma de vida e dos nossos comportamentos. As palavras descrevem o que é palpável, natural, materialmente observável e o que está circunscrito às nossas vivências. Aprendemos o significado de uma palavra quando conhecemos o seu uso.
    Sendo assim, a linguagem corresponde ao mundo externo, e esta correspondência implica, apenas, um juízo de valor relativo.

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  17. A ética, por sua vez, não é um mero enunciado de fatos, pelo contrário, refere-se às questões metafísicas e o que lhe caracteriza são os juízos de valor absoluto. O valor ético ou absoluto não tem correspondência com qualquer experiência (fato), é o “testemunho de uma tendência do espírito humano”, e, portanto, não há palavras que possam lhe dar significado. Aqui reside o limite imposto pela linguagem. Para Wittgenstein, como não podemos “ir além do mundo” também nos é vedado “ir além da linguagem significativa”.

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  18. Ludwig Wittgenstein foi um dos filósofos mais influentes do século XX e o principal responsável pela chamada virada linguística da filosofia, movimento que colocou a linguagem no centro da reflexão filosófica, deixando de ser apenas como um meio para nomear as coisas ou transmitir pensamentos.
    Em sua conferência sobre Ética fica claro o seu conceito de linguagem. Segundo o autor deve haver uma identidade entre a estrutura das coisas e a estrutura do pensamento. "A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos, do mesmo modo que uma taça de chá somente pode conter um volume determinado de água, por mais que se despeje um litro nela." Portanto a Ética ultrapassaria os limites da linguagem, pois ela não é um fato, as afirmações feitas sobre Ética carecem de uma conexão entre as palavras utilizadas e os objetos, ou seja, uma correspondência entre o mundo, o pensamento e a linguagem.
    Ou como define o autor: "Vejo agora que estas expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência. Isto porque a única coisa que eu pretendia com elas era, precisamente, ir além do mundo, o que é o mesmo que ir além da linguagem significativa.” Isso não se restringe somente à Ética, a filosofia também carece de sentido, para Wittgenstein, a filosofia deveria de se ocupar em esclarecer a linguagem.
    Wittgenstein demonstra no texto que os limites da linguagem que são os limites do mundo, acabam criando uma jaula, o homem possuí uma tendência em tentar correr contra os limites da linguagem, assim é justificado o desejo de compreender e significar Ética, mesmo que isso seja uma jornada destinada ao fracasso, o autor respeita e não ridiculariza aqueles que se dedicam a isso.
    Não concordo com o autor, ao analisar os trabalhos recentes feitos pelas diversas correntes que estudam Ética pode-se perceber que houve um avanço, não se conseguiu ainda boas teorias sobre que ação deve ser tomada, no entanto, existem boas teorias que justificam quais ações não se deve realizar.

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  19. Entre os filósofos até agora estudados, acredito que Wittgenstein foi o que despertou o maior interesse da turma e fomentou as mais produtivas discussões até o momento.

    Quando mostrou que os problemas filosóficos não fazem sentido, pois se tratam de discussões metafísicas e a nossa linguagem fundamentalmente física não teria a capacidade de alcançar essa esfera, levantou um novo problema para estudarmos.

    Os limites da linguagem se mostraram como uma pedra no meio do caminho da filosofia, pois como superaríamos esse limite para podermos determinar o que é éticos, belo, justo, bom, etc?

    Acredito que ainda não temos conhecimento suficiente para termos essa resposta, mas esses temas aplicados aos fatos, ao “mundo físico”, pode ser alvo de estudos segundo o meu entendimento sobre a obra apresentada de Wittgenstein.

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  20. No texto Conferência sobre Ética , a ideia central de Wittgenstein é que o mundo ético esta fora daquilo que podemos expressar através do mundo da linguagem. Com isso inicia uma exemplificação de juízo de valor relativo e absoluto . Todos as coisas que tentamos expressar por meio de nossa linguagem , seja ela falado ou escrita acaba tornando-se um mero juízo relativo de valor , porque por mais significados éticos que ela tivesse para o enunciador ao apresenta-las ele só conseguira apresentar meros fatos que aconteceram , é claro que isso pode despertar um sentimento na pessoa que está ouvindo , mas nunca estaremos lendo ou ouvindo a ética .
    A partir do estudo de diversos autores que tivemos até aqui pudemos perceber que nunca conseguimos constituir uma verdade absoluta sobre o que é a palavra ética , e nem ao menos criar uma definição solida o suficiente , e Wittgenstein afirma que não podemos constituir um objeto “ética” e que “ ética é algo sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos”.
    Diante de todo esse estudo baseado na linguagem o autor conclui que não faz sentido ter um ciência que estude a ética , pois ao tentarmos descreve-la acabamos diante de uma visão factual do que sentimos diante de determinada situação , capturando traços que podem ser comuns e que se assemelhem em diferentes definições , mas nunca a verdadeira essência do que é ética , ou seja nunca conseguindo descreve-la verdadeiramente sempre alcançando apenas seu lado relativo .

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  21. Wittgenstein relata que a ética dificilmente será expressa por meio de palavras, pois estas tem significados distintos e descrevem acontecimentos e a ética não se enquadra nos fatos nem na lógica. Afirma que atrás de cada palavra existe um pensamento, portanto para saber o verdadeiro significado das palavras, precisamos entender nossos comportamentos a partir delas. Na afirmação “A ética abrange tudo que é bom”, podemos ter inúmeras interpretações sobre essa frase, poderíamos entender que a ética investiga o que é valioso, ou até mesmo investiga o significado da vida, ou seja, algumas expressões podem ser usadas em sentidos diferentes, ao falar que uma pessoa é um bom jogador de futebol, significa que ele tem mais habilidade do que a maioria dos indivíduos.

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  23. Após a leitura do texto “Conferência Sobre Ética” de Ludwig Wittgenstein podemos atentar ao fato de que o autor introduz seu discurso deixando claro que o que irá expor não é um tema de fácil assimilação. Após esclarecer possíveis empecilhos ao entendimento do que é expresso inicia a conferência acerca de seus estudos realizados sobre Ética.

    Um autor citado por L. W* é o filósofo britânico George Edward Moore que disse: “A Ética é a investigação geral sobre o que é bom.” Entretanto nosso palestrante exprime que conceituações que expressam valores apenas podem significar algo, pois, estão agrupadas em um conjunto de palavras que possuem certa similaridade. Desta forma temos que a finalidade do filósofo é “ver os traços característicos que todos têm em comum”. A reflexão acerca dos diferentes modos de nos referirmos aquilo que é aceitável ou desejável nos faz considerar que não há sentido em se julgar ações ditas “eticamente corretas”, pois a Ética – segundo o autor – não pode ser embasada em fatos. Assim temos que a palavra bom, por exemplo, não se dá de forma isolada. Cada expressão é vinculada a um contexto onde é estabelecido um sentido previamente à elas. Portanto L. W* se refere ao termo “bom” no sentido relativo como aquilo: “significa simplesmente que satisfaz um certo padrão pré determinado”.

    O autor dá continuidade a sua apresentação partindo do pressuposto de que, de certa forma, existem anseios humanos por uma “excelência comportamental”, o que é expresso na passagem: “você deve desejar comportar-se melhor”. Partindo deste fragmento o autor diferencia aquilo que chama de “juízo de valor absoluto ou ético” e aquilo ao qual denomina como “juízo de valor relativo ou trivial”. Em síntese Juízo de Valor Absoluto é aquilo que é a verdade em si (estando presente em um Ser onisciente). Já o Juízo de Valor Relativo “é um mero enunciado de fatos”. Porém é importante observar que em Ética o mundo externo à nós quando exposto através da apresentação de fatos não é bom ou mal em si. Onde temos, por consequência, que para L. Wittgenstein “nada do que somos capazes de pensar ou dizer pode constituir-se o objeto.” Dá-se em sequência a esta citação que “ (…) a Ética, se ela é algo, é sobrenatural”. E o “bom absoluto” é aquele que seria realizado naturalmente por todos os seres ditos racionais que soubessem tudo acerca do mundo (“conhecimento exposto em um “Livro do Mundo”). O que só seria possível se houvessem seres “ideais”. Então temos que Juízos de Valor Absoluto não existem, pois a linguagem faz com que seja atribuído sentido aquilo que é explicitado tornando-o assim não absoluto.

    Podemos então deduzir que para Ludwig Wittgenstein a existência dos fatos não é dada à priori e sim à posteriori, pois é apenas através da linguagem que “milagre da existência do mundo” se expressa e se torna cognoscível. Desta forma o mundo é desprovido de sentido e é assim que constitui sua própria essência. Logo a ética “não pode ser uma ciência (...)”, e sim “um testemunho de uma tendência do espírito humano”.

    Obs.: Abreviação * L. W. = Ludwig Wittgenstein

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  24. Wittgenstein no texto “CONFERÊNCIA SOBRE ÉTICA”diz: “se um homem pudesse escrever um livro de Ética que realmente fosse um livro de Ética, este livro destruiria, com uma explosão, todos os demais livros do mundo.” Ou seja, não existe como colocar no papel a ética, traduzir em palavras tudo o que a permeia.
    A discussão toda em torno da ética para Wittgenstein nos prende aos fatos, entretanto para o autor existe um fato bastante interessante e ao meu ver é o que o torna tão interessante: a linguagem nada mais descreve alem de fatos, contudo a ética não é um fato.
    Wittgenstein diz que não existem problemas filosóficos, que são “sub-problemas”, que a filosofia estuda outras matérias concretas, e que a linguagem é limitada, vídeo tem uma frase que deixa essa idéia: “Son los filósofos, los que enredan la madeja.”
    O autor fala ainda sobre os valores relativos e absolutos (éticos): “O que agora desejo sustentar é que, apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.”
    Achei Wittgenstein um autor bastante interessante, com muito conteúdo a explorar, não conseguiria aqui passar tudo o que é dito no texto e no vídeo, mas acho muito relevante o que ele diz e acredito muito em sua teoria.

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  25. Para Wittgenstein, a nossa linguagem não permite que a Ética possa ser corretamente definida. Ele demonstra que esta linguagem limita-se a trazer um sentido trivial ou relativo às coisas que define, um sentido baseado em uma função específica desta determinada coisa em uma determinada situação, apoiado por dados empíricos. É o caso de quando, no filme "Wittgenstein", o filósofo escreve a frase "This is a very pleasant pinapple" na lousa, o sentido da palavra "pleasant" nesta frase está limitado às características já conhecidas que permitem constatar que este abacaxi está agradável. O outro sentido que as palavras podem ter segundo o autor, o sentido ético ou absoluto, não poderia ser obtido em nenhuma frase como a demonstrada acima, que assimila uma característica a um objeto existente em específico.
    Segundo Wittgenstein, a Ética é provida apenas de sentido absoluto, "A Ética é a investigação geral sobre o que é bom", ela não possui um sentido relativo ao qual possamos assimilá-la, a própria natureza de sua existência é inalcançável à nossa limitada linguagem, que nunca poderá traduzí-la em algo compreensível.

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  26. Parte da preocupação na “Conferência sobre Ética” de Ludwig Wittgenstein é de como a linguagem trata o mundo. Parte da linguagem, parte da nossa comunicação reportam ao mundo dos fatos, o mundo dos objetos que podem ser descritos, é o mundo da ciência, da objetividade, o mundo do domínio, o mundo dos “estados de coisas”. Já a outra parte é a que se insere a nossa problemática.

    A nossa linguagem, no que concerne seu uso para investigação ética ou filosófica, não se conteve aos enunciados factuais, palpáveis, descritíveis. Esbarramos nessa fronteira de nossa linguagem ao descrevemos a Ética, quando sempre a procuramos para a investigação do que é valioso para a vida, ou ainda, sobre o possível significado que a vida possa ter. Estamos claramente fazendo julgamento absoluto de algo que não temos o mínimo acesso, algo que parece ser transcendental, algo que nunca será ciência. A dureza dos fatos não nos dirige para o caminho certo, não nos diz o caminho a seguir, nossas reflexões sobre a bondade e a maldade absolutas e normativas do mundo, quando expostos, são crenças, são arbitrárias, não parecem corresponder a nada no mundo factual. A Ética não é terreno conquistável, deve ser então o terreno do silêncio.

    Wittgenstein se deparou com o inquieto espírito humano, que deseja ardentemente se expressar para o mundo externo que é um mundo frio, um mundo niilista. Ir além do mundo, ir além da linguagem parece poesia, parece irrealidade.

    Wittgenstein estragou e muito as pretensões de uma ética normativa, criou a necessidade de uma meta-ética, que opera estabelecendo condições para a possibilidade do discurso. Mas a preocupação que ele nos passa parece fascinente. Estamos muito a falar e falar sobre a ética todo esse quadrimestre sem parar. Não podemos apenas contemplar em silêncio a existência? Não podemos, acima de tudo, agir? Wittgenstein agindo: http://www.youtube.com/watch?v=ig7hCH-Oqzk&playnext=1&list=PL78FFEE6026509A5C

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  27. Ludwig Wittgenstein demonstra como a nossa linguagem é falha em expressar, pensamentos, sentimentos e nossa concepção acerca do que nos cerca. Essa insuficiencia da linguagem muitas vezes nos deixa perdidos, principalmente quando vamos falar sobre um tema denso como a Ética.
    Em sua Conferência ele sugere que a Ética é mais do que a investigação geral do que é bom, antes ele problematiza esse conceito, ampliando o uso dessa palavra, então ele define a Ética do seguinte modo: "Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver..."
    Essa exemplificação, sugere uma adesão mais ampla, mas como Wittgenstein diz, não há na nossa linguagem algo capaz de definir e dar adesão universal à uma definição de Ética que bem caiba a todos, sem haver dissenso, exceções, particularidades.
    A Ética então pode ter a definição seguinte: Algum pensamento ou atitude simplesmente NECESSÁRIA ao homem, algo que gerará vergonha e frustração ao ser humano se não realizado, algo arraigado que não pode ser deixado de lado, mas esse "absoluto" nada mais é do que utopia. Não há algo que possua tal poder.
    Muitas das nossas definições carecem de sentido, pois usamos mal a linguagem não conseguindo expressar o que vai além, o sobrenatural, a questão Ética, o sentido último da vida não pode ser expressos por um conjunto de condutas, a esse conjunto de condutas e tentativas da Filosofia de explicar os diversos problemas, não só sobre Ética como sobre toda a ciência merece respeito, mas não pode ser levado em consideração como o "absoluto".

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  28. Ludwig Wittgenstein define ética como: é investigação sobre algo valioso; é a investigação sobre o significado da vida. E cada uma dessas expressões é usada em dois sentidos distintos: trivial ou relativo e absoluto ou ético.

    Cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor. Wittgenstein sustenta que, apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.

    Falar de ética, segundo Wittgenstein, torna-se, necessariamente, uma atividade impossível, justamente porque não se pode expressá-la somente por palavras, é algo transcendente. Wiittgenstein achava que a simples confirmação de que o homem não pode aprender o significado de ética, era suficiente, precisamente por ter levado o homem a alcançar essa reflexão filosófica. Ele achava que seria mais honesto silenciar sobre um assunto, com relação ao qual um discurso racional de verificável não faria sentido, ainda que seu objeto fosse universal.

    Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos. O bem absoluto, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo.

    A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que não podemos senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo podemos ridicularizar.

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  29. Marcelo Kenji Shimabukuro

    Ao conduzir um debate sobre ética, Wittgenstein mostra a dificuldade que se encontra ao usar as palavras para se explicar o que é Ética, mostrando o limite da linguagem na hora de exprimir um valor absoluto ou ético.
    Quando falamos sobre alguma coisa, nos utilizamos de um enunciado de fatos que, segundo Wittgenstein, são apenas valores relativos e de nada acrescentam a explicação.
    A Ética é, se ela é algo, sobrenatural a nós, por isso não conseguimos ter uma descrição exata sobre isso. A língua que usamos na ciência só é capaz de descrever e transmitir fatos, significados e sentidos naturais.
    Ao dizer isso, referimos a falta de capacidade em descrever a Ética como ciência que busca a verdade sobre o sentido da vida, o bem absoluto e o abolutamente valioso, pois não podemos descrever os objetos da Ética senão por “símiles” e abstrações.
    Wittgenstein não invalida o debate em relação à ética, mas deixa claro que a linguagem limita essa discussão e que para nós, a discussão ética é inalcançável.

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  30. Sinto-me aliviado ao ler o texto de Ludwig Wittgenstein e ver que já existe há tempos uma posição contra as estudadas anteriormente por nós. Apesar de todos os argumentos usados e definidos pelos filósofos anteriores, de todas as pessoas que o apoiavam, sempre senti que algo faltava, claro que sempre é dito necessário ter argumentos para criticar uma vertente filosófica respeitada e construída com bons argumentos, porém, não estava criticando tais doutrinas, o que acontecia ao meu ver era a falta de alguma coisa, algo estava incompleto. Ao ler Wittgenstein e assistir uma aula expositiva sobre o tema, pude perceber que o que faltava não eram argumentos, não eram idéias, não era dedicação dos filósofos. As discussões anteriores sobre Ética, não careciam das coisas citadas acima, o real problema é o quão insuficiente é nossa linguagem para expressar certas coisas. Afinal de contas, não podemos ser tão prepotentes a ponto de achar que nossa linguagem, desenvolvida por nossa espécie, possa definir de forma exata algo de teor tão rico e envolvido em um emaranhado de conceitos, como é a Ética. Ludwig em momento algum despreza a Ética, apenas ressalta seu caráter diferenciado, deixando claro que nossa linguagem é apenas capaz de definir coisas que acontecem, coisas reais, é apenas capaz de definir fatos. Logo a Ética não poderia ser definida por nossa linguagem, ela estaria acima disso, talvez seja possível discutir sobre o efeito que os juízos éticos produzem nas pessoas, ou como é levada a ética em uma sociedade, pois isso são fatos, mas a Ética em si não pode ser discutida, não como um fato. Ela não é. Ela existe, claro, está presente na sociedade, na história da humanidade, está presente em cada ato realizado, e tudo isso pode ser discutido, poder ser estudado e entendido, porém a Ética em si está apenas ali, existindo, discuti-la seria falar, falar e falar, sem chegar em lugar algum, afinal de contas, não saberíamos sobre o falamos realmente. Wittgenstein, ao meu ver leva as discussões filosóficas a um outro nível e abre de certa forma os olhos das pessoas para como alguns debates são as vezes travados por mero blá blá blá, sem que ninguém realmente saiba do que se está tratando. Termino aqui, concordando que a Ética é algo que se deve respeitar profundamente, como diz o próprio autor. E gostaria também de copiar descaradamente e sem puder algum essa frase que achei muito interessante no post do meu estimado colega Alexandre, de Diadema: “Não podemos apenas contemplar em silêncio a existência? Não podemos, acima de tudo, agir? (Sobre a Ética)”

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  31. Wittgenstein inicia sua análise sobre ética com a definição do professor Moore, que diz: "A Ética é a investigação geral sobre o que é bom." Depois, desdobra essa definição sobre outras que julgou serem sinônimas, dando significado à expressão "bom". Para ele, então, "bom" é algo que satisfaz um certo padrão predeterminado e correto é algo que cumpriu uma tarefa predefinida. Mas, como determinar esse padrão pelo qual deve se basear qualquer outra ação? Essa base é subjetiva, humana. Afinal, tanto um assassinato como a queda de uma pedra são simples acontecimentos, o que faz com que eles, eticamente falando, tenham pesos diferentes é o prazer e a dor causados ao ser humano que as vivenciou.
    Dando seguimento ao texto, Wittgenstein destaca a importância da escolha de expressões e da presença ou ausência de variáveis na construção do sentido ético de uma ação, através da observação humana.
    Ele encerra o texto com a melhor citação sobre Ética já feita nos textos postados nesse blog até aqui:

    "A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria."

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  32. De tudo o que se pode exprimir através do que entendemos por linguagem, acho interessante abordarmos apenas a relação da linguagem através da visão de Wittgenstein, aplicando-a à ética. A visão de que a relação direta entre ética e linguagem está no entendimento de que o descrever os objetos, sensações, fatos etc., passa primeiramente pela concepção individual que cada um possui do mundo é de extrema relevância.

    Para entendermos o processo de reflexão pelo qual passa o autor acerca da ética, é preciso, antes de tudo, compreendermos a ferramenta que nos permite exprimir nossa maneira de pensar: a linguagem. Acerca dessa ferramenta, o autor Merleau Ponty já definia: “A linguagem é a roupa do pensamento. A palavra, longe de ser um simples signo dos objetos e das significações, habita as coisas e veicula significações. Naquele que fala, a palavra não traduz um pensamento já feito, mas o realiza. E aquele que escuta recebe, pela palavra, o próprio pensamento.”

    Dessa maneira, podemos compreender que a palavra, tendo já seu significado, adquire sentido a partir de que é empregada à realidade do indivíduo que dela faz uso e passa do mundo de quem fala, à interpretação do mundo de quem escuta. Tal relação não é facilmente compreendida, já que, o emprego da mesma palavra pode acontecer em situações distintas, embora mantenha algo de semelhante em seu significado.

    A idéia expressa, relaciona-se com sentidos existentes e cria também sentidos novos pelos quais podemos nos relacionar com o pensamento através das palavras.

    “Quando quiseres saber o significado de uma palavra. Mão olha para dentro de si mesmo, observa o uso dela em sua vida.”

    Wittgenstein aborda sua maneira de descrever a relação da linguagem e a utilização da mesma a partir da compreensão individual de cada um sobre o mundo, uma vez que nos faz concluir que os limites da linguagem de cada indivíduo, geralmente se esbarram com os limites desse mesmo indivíduo sobre o mundo, já que os limites de expressão são gerados a partir dos limites de compreensão. Se não posso compreender a realidade à minha volta, terei dificuldade de me expressar acerca de tal realidade.

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  33. Continuação

    Por fim, acredito que a visão do autor prejudica a importância da ética, uma vez que avalia que a ética não acrescenta nada de novo ao nosso conhecimento, por isso não pode ser vista como ciência.

    Acredito que o próprio autor revela a idéia contrária a tal argumento, não como defesa da ética como ciência, mas na importância crucial da mesma quando diz que “ética é uma tentativa de falar sobre a tendência do espírito humano.”

    E não seria esta uma maneira de conhecermos mais profundamente sobre nós mesmos? Não seria esta uma maneira de acrescentar algo de novo ao nosso conhecimento humano? Eu acredito que sim.

    É a partir de citações de Marilena Chauí que chego às minhas conclusões sobre da linguagem e sua utilização quando aplicada á ética: “A linguagem não é um conjunto de imagens verbais, mas é inseparável de uma visão mais global da realidade e inseparável do pensamento.”

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  34. Ao contrário dos demais autores estudados, que apresentam teorias com um grande esforço em definir o que é a ética, como se caracterizam as ações éticas , e em buscar definições de certo e errado; Ludwig Wittgenstein afirma ser a ética uma tendência do espírito humano que pode se alterar com o passar do tempo ao longo de contextos históricos, e toma como ponto central de seu pensamento a impossibilidade de falarmos da ética com os recursos de linguagem que possuímos pois esta não é um fato e se encontra fora do domínio humano. A ética para Wittgenstein não se enquadra em nenhum dos campos do conhecimento humano , portanto tudo que se produz ou se tenta definir a respeito dela não se passa de especulações superficiais , que podem até fornecer conteúdos úteis a organização comportamental dos seres humanos , mas que não tratam da essência da ética em si.

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  35. A partir da leitura do texto indicado: “Conferência sobre ética” de Ludwig Wittgenstein e da análise do vídeo “Wittgenstein. Sobre el Lenguaje” observa-se que o autor em questão demosntra que um indivíduo tem a capacidade de reconhecer os valores morais e aplicá-los em situações diversas. Com um texto um tanto complexo, Wittgenstein começa expondo uma defnição do filósofo inglês G. Moore “A ética é a investigação geral sobre o bom” e aborda o tema da ética com precisão ao interpretá-la como um movimento de sentido universal, isto é, um objeto de importância para investigar o que é bom para as pessoas. Mas como sabemos que algo é bom para alguém? Segundo o autor, a existência humana é composta por regras de linguagem que ao serem desobedecidas não proporcionam a tradução do conjunto dos sinais falados para o estado das coisas (mero “blá blá blá”). A maior parte das sentenças correspondem ao estado das coisas, entretanto, esse conhecimento adquirido pela linguagem tem certo limite, já que as factualidades não remetem à moralidade das coisas.

    Wittgenstein defende que “devemos silenciar sobre o que não podemos falar”, deixando evidente que a forma de pensar e as proposições que definem o estado das coisas tem demarcações, pois há casos em que tudo pode ser expresso com clareza, mas há situações em que nada faz sentido ou então não pode ser descrito com os elementos fundamentais da linguagem. Diante disso, algo torna-se totalmente claro na medida que essas asserções estão relacionadas com as regras lógicas da linguagem, além de ser compreendida de tal forma que os indivíduos consigam estabelecer seu valor verdade. E se por acaso não atenderem às condições impostas são entendidas por Wittgenstein como ações privadas de significação e essência.

    Esse transcendentalismo do autor nos remete a ideologia de Kant em sua “Metafísica dos costumes”, em que o indivíduo planeja sua vida de acordo com o dever (o máximo conteúdo da moralidade). Wittgenstein procura afirmar que valores absolutos são designados quando se baseiam em experiências, sentimentos e desejos. Desse modo discutir acerca da ética torna-se algo quase que impossível de ser realizado, já que não consegue-se interpretá-la com palavras, precisando-se de muito mais do que simplesmente a linguagem descritiva para compreendê-la. Assim seria mais adequado não falar do que não era possível alcançar por uma reflexão crítica de determinado assunto.

    A teoria de Ludwig Wittgenstein resume-se em encaminhar os fatos até o ponto em que os acontecimentos podem ser descritos com a maior clareza possível, atendendo as perspectivas universais dos indivíduos e impondo silêncio a tudo que não têm sentido. Fica em aberto saber distinguir o que pode-se falar, porém também percebe-se do que não se pode dizer nada. Exemplificando é como se tivéssemos um copo que não pode ter mais do que comporta, por mais que haja várias tentativas de colocar nesse recipiente o que não cabe. Portanto, as proposições têm o seu limite assim como um copo, em que ao debatermos mais do que a capacidade da linguagem pode nos revelar, fica plausível o fracasso.

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  36. Wittigenstein adota sinônimos para a ética como busca do que é bom ele diz que “poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.” Durante o texto ele desenvolve as conotações que podem receber as palavras “bom, “valioso”, “correto”, são juízos subjetivos que dependem de avaliação, ou seja, precisam de atribuição de valor.

    Feita a distinção de juízo de valor e juízo absoluto ele defende que o primeiro, como se encarrega de enunciar fatos, seria uma descrição e poderia ser encontrado num livro que contivesse a “descrição total do mundo”. Já o segundo seria como entender a linguagem de um leão, porque o que dá sentido às palavras é o que fazemos e somos, e a linguagem do leão não poderia ser entendida sem se conhecer o seu mundo. Segundo ele o que se é dito sobre o absoluto carece de sentido mostrado na diferenciação entre “Aquela pessoa é boa”, “Aquele jogador de futebol é bom”, e mesmo ao explicar a questão do milagre e da ciência.

    As palavras só podem conter significados naturais e ele fala da Ética sobrenatural, então as palavras não poderiam explicá-la concluindo-se que a ética não é um fato e os limites da linguagem são os limites do mundo.

    Wittigenstein conclui: “Em outras palavras, vejo agora que estas expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência. Isto porque a única coisa que eu pretendia com elas era, precisamente, ir além do mundo, o que é o mesmo que ir além da linguagem significativa.” Assim ele finaliza constatando que a Ética vai além da linguagem por não estar se referindo aos fatos, não poder ser descrita e ir de encontro ao valor absoluto. Portanto para investigar a Ética seria necessário ultrapassar os limites da linguagem/mundo. Quanto à filosofia só seria trabalhada com problemas enraizados em fatos de outras áreas e não para tratar da investigação de seus juízos de valor.

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  37. Ludwing Wittgenstein, em sua conferência, expõe claramente que não acredita que a ética seja algo facilmente descritivel e decifrável como a ciência. O objeto de estudo da ètica seria o comportamento humano e, portanto, a mesma estaria sujeita a diversas interpretações e diferentes pontos de vista e tentativas de resolução relacionadas com a cultura de cada um. Ou seja, o que pode ser ético para uma determinada sociedade, não seria necessariamente para outra e com o passar do tempo as mesmas sociedades poderiam ter consepções diferentes de ética.
    A ética seria, portanto, algo extremamente subjetivo e seria impossível equacioná-la ou quantificá-la, ou até mesmo submetê-la a certos padrões. Isso distanciaria demais a ética de um conhecimento científico, e é por isso que Wittgenstein não tenta definí-la.

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  39. Na conferência sobre a ética, o autor expõe os limites da linguagem que usamos para tentar definir o que é Ética. Problema já observado por nós durante a disciplina: a incrível dificuldade de definir termos éticos, padrões como “bom”, “mau”, “certo”, etc.
    Utiliza-se da definição de ética do professor Moore em seu livro Principia Ethica, "a Ética é a investigação geral sobre o que é bom." Mas sobre a investigação feita seríamos apenas capazes de relatar fatos, fazer juízos relativos de valor. "A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos, do mesmo modo que uma taça de chá somente pode conter um volume determinado de água, por mais que se despeje um litro nela." A Ética não é um fato, ela se refere a questões metafísicas, caracterizada por juízos de valor absoluto.
    Explica a nossa tentativa de definir Ética como uma tendência do espírito humano. Wittgenstein aponta os limites da linguagem como os limites do mundo, criando uma espécie de jaula, contra a qual o homem tentaria “correr contra as paredes”, buscando compreender e significar Ética, mesmo que venha a falhar.

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  40. Segundo Moore em Principia Ethica, “ética é a investigação geral sobre o que é bom”. W. toma essa definição para análise e conclui que a palavra bom no sentido relativo significa simplesmente que algo satisfaz um certo padrão predeterminado, enquanto que para ética o bom deve atribuir valor mais profundo, absoluto e não relativo.
    Quando nós referimos ao bom no sentido relativo, ao dizer, por exemplo, que alguém é um bom corredor estamos estabelecendo uma qualidade factual observada e ditada através de certo padrão, é um enunciado de fato. A questão principal que W trabalha é que para o autor nem enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor, nenhuma descrição de valores pode ser sublime, importante ou trivial como pressupõe a ética. Nossos pensamentos e descrições são nada mais do que fatos e dessa forma, não são Ética.
    Ao buscar as razões para esse raciocínio, W afirma que a Ética como manifestação sublime superior a todas as outras ciências está sujeita a linguagem, sendo que para ele nossas palavras são apenas capazes de conter e transmitir o significado e sentido natural das coisas, somente expressam fatos. A Ética pautada no desejo de dizer algo sobre o sentido da vida, não pode ser considerada ciência, o autor a descreve como uma tendência do espírito humano que não pode ser expressada em forma de palavras.

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  41. Após leitura dos materiais indicados e discussão na aula, a primeira coisa que se nota é que Ludwing Wittgenstein via a linguagem como uma maneira de expressão, assim como todas as outras, limitada. Para ele, a linguagem era uma espécie de empecilho para o entendimento. Ele afirmava que não havia problemas genuinamente filosóficos e que os problemas que a filosofia possuía eram oriundos do mau uso da linguagem.
    Assim, Wittgenstein via a Ética como um objeto de significado universal, ou seja, que possui importância para tudo e todos. Ética seria uma disciplina que investigaria o sentido da vida, uma "investigação sobre o valioso, ou o que realmente importa". Estas expressões poderiam ser usadas em dois sentidos distintos: o trivial ou relativo, e o ético ou absoluto. A palavra "bom", no sentido relativo, teria um certo padrão predeterminado, enquanto que no sentido absoluto, adquiriria um sentido mais profundo, que teria mais a ver com o sentido da Ética.
    Então, partindo do pressuposto a Ética possuía significado universal e dadas as limitações que a linguagem possuía, ele chegou a conclusão que os problemas éticos existiam, mas a ética em si era inefável. Segundo Wittgenstein, qualquer tentativa verbal de definir ética necessitaria de sentido, pois não se pode descrever algo mais subjetivo, sabendo que as nossas palavras são capazes apenas de expressar fatos.
    Wittgenstein afirma, de uma forma radicalista, que uma vez que a linguagem é insuficiente para explicar os limites do bem e do mal absoluto, quando fala-se de Ética, disputa-se contra os limites da linguagem para tentar exprimir-se que ultrapassa a linguagem significativa.

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  42. A ética para L. Wittgenstein é determinada da seguinte forma: “A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência”, esta é uma “tendência do espírito humano”. Algo que seja bom em seu sentido absoluto como é o caso da Ética não pode ser delimitada por meros limites da linguagem em que acabamos sendo envoltos quando tentamos descrever fenômenos de “aspecto” absoluto – Entenda que quando afirmo que esses fenômenos possuem aspectos absolutos o faço entendendo como se estes [fenômenos] fossem iguais à coisas/ acontecimentos/ações que ultrapassam nossas expressões lingüísticas e explicações necessariamente e exclusivamente racionais/lógicas e até mesmo emocionais, sensações quase “sobrenaturais”).
    Wittgenstein usa como base para a sua discussão sobre a Ética os exemplos de se criar expressões sobre a existência do mundo, de milagres ou da sensação de sentir-se totalmente seguro, ou seja, de fenômenos de “cunho absoluto”. Demonstrando que a mesma dificuldade que enfrentamos ao tentar relatar a “essência” dos fenômenos citados, encontramos na tentativa de descrever a Ética, já que nossas palavras expressam apenas fatos e estes apenas possuem valor relativo, e a Ética tem em si valor absoluto. Assim a Ética não pode ser reduzida a uma ciência na medida em que nosso poder de argumentação abrange somente o campo dos fatos e proposições – valores relativos – não sendo, portanto capaz de reproduzir o real valor que a Ética possui.
    Como pode-se perceber nos seguintes trechos:”A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos, do mesmo modo que uma taça de chá somente pode conter um volume determinado de água, por mais que se despeje um litro nela”. “Com relação a fatos e proposições há somente valor relativo (...)”. Conclui-se que a Ética, portanto é um BOM ABSOLUTO, não sendo possível descrever com exatidão sua “essência”, sem cairmos em simplismos e relativismos. “(...) O bom absoluto, (...) seria aquele [estado] que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo”.

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  43. Wittgenstein, em sua Conferência sobre Ética, afirma que a ética não pode ser uma ciência, na medida que se tentar falar sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso. Ainda, tentar falar sobre ética ou religião é tentar correr contra os limites da linguagem.
    Seja qual for a definição dada ao termo ética (a investigação sobre o significado da vida ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida ou sobre a maneira correta de viver); cada definição terá um sentido relativo e um sentido absoluto.
    Embora os juízos de valor relativos sejam meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.
    A linguagem vai traduzir um estado de coisas (linguagem científica), conforme a expressão usada, palavras podem ser similares mas não terem o mesmo significado. Wittgenstein argumenta que a linguagem ética utiliza símiles de algo, porém é desprovida de fatos e carece de valor absoluto.
    “A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência.”

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  44. O texto de Ludwig Wittgenstein foi, sem sombra de dúvida, o mais complexo dentre os propostos nesta disciplina até aqui, porém consegui compreender que, segundo ele, a ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver. Há um sentido trivial ou relativo, que satisfaz um certo padrão predeterminado; e um sentido ético ou absoluto, no qual não há proposições sublimes, importantes ou triviais.
    Cada juízo de valor relativo é um simples enunciado de fatos e, dessa forma, pode ser ser expresso de maneira a perder toda a aparência de juízo de valor.
    Um sentido mental entendido como fato descritível não é bom ou mau no sentido ético, porém, o Bom Absoluto é aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos, sentiria-se necessitado a realizar ou se sentiria culpado de não fazê-lo.

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  45. Wittgenstein elabora em seu trabalho a idéia de que não é possível se falar sobre Ética. Seu principal argumento é de que as questões que tratam os aspectos da ética estão fora do campo dos fatos. Não seria possível calcular a ética nem pronunciá-la em nenhum idioma porque ela trata de questões que estariam além dos fatos. Por isso o livro dos fatos descrito no texto jamais dissertaria sobre a ética pois não há como os pensamentos e opiniões que temos sobre os fatos serem traduzidos para a linguagem formal.
    Ou melhor, o próprio autor diz “que estas expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência”. Assim, todo o debate ético somente existe pelo fato de não compreendermos sobre o que estamos falando.
    No meu ponto de vista, Wittgenstein faz uma abordagem bem interessante sobre esse problema que a ética enfrenta, de traduzir algo quase intraduzível; mas aparentemente ele também cai em uma contradição: ele diz que a filosofia não possui problemas, ela é apenas a conseqüência de se interpretar mal a linguagem, portanto o seu trabalho seria apenas o de ordenar o conhecimento. Mas se a ética não pode ser estudada por não se conseguir interpretar o nosso mundo pela linguagem, então a filosofia tem o trabalho de estudar a linguagem usada na ética.
    O problema que vejo aqui é que do mesmo modo como ainda não fomos capazes de descobrir as respostas de alguns problemas em algumas áreas como a Física, pode ser simplesmente que ainda não fomos capazes de criar um sistema de linguagem que traduzisse tudo a nossa volta e apenas após este momento é que se poderia dizer que, de fato, não existiriam mais problemas filosóficos.

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  47. Podemos dizer que, em determinado ponto de vista, Wittgenstein se encarrega de jogar um balde de realismo na filosofia de sua época. Pois ao ver tantas discussões e textos com exaustivos argumentos vazios e que não respondem as questões abordadas tratando sobre assuntos como religião, ética e estética, ele, simplesmente, nos diz que não vale a pena discutirmos tais temas. Isso porque nossa linguagem humana não é capaz de responder a tais assuntos de maneira satisfatória, ela é delimitada e incapaz de definir juizos de valor, como: o que é bom, ruim, bem, mal, e etc. Como Wittgenstein diz em seu Tractatus Logico-Philosophicus: "Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar.", diz também em sua Conferência sobre Ética que "Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada." Onde a jaula é exatamente esse limite de nossa linguagem. Então, em um simplório resumo, podemos dizer que não devemos discutir sobre tais assuntos, pois não chegaremos a lugar nenhum, não conseguiremos sair de nossa jaula, a linguagem limitada.
    Em minha opinião, considero nosso autor genial e brilhante, afinal, nos dá uma teoria extremamente complexa e inteligente. Porém, apesar disso, prefiro discordar de seu pensamento, porque não considero a melhor solução simplesmente abandonarmos o assunto. Considero que, mesmo com tantos anos já de debate, com o tempo conseguiremos chegar a teorias que satisfaçam os assuntos excluidos por Wittgenstein.

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  48. Em seu texto, Ludwig Wittgenstein, define ética como sendo uma “investigação sobre algo valioso, sobre o significado de vida”, com essas expressões sendo usadas em sentidos distintos, relativo ou trivial e ético ou absoluto. Ao falar de ética, o autor tem plena consciência do que se trata, em primeiro lugar de um objeto, de “significado universal”, isto é, de um objeto de valor e importância individual, para cada ser, e em segundo, a própria ética é a investigação universal do que seria o bom.
    Para ele, a ética não pode ser considerada uma ciência, se brotar o desejo de dizer o sentido da vida, sobre o absolutamente bom, valioso. Segundo Wittgenstein, falar de ética é algo árduo, considerado até, impossível, justamente porque não se pode expressá-la apenas com palavras. Wittgenstein pensava que só pela confirmação de que o homem não poderia aprender o sentido de ética, já seria o suficiente, justamente por ter levado o ser humano a obter essa reflexão filosófica. Achava então, que seria mais prudente calar sobre o assunto, já que um discurso racional de verificável não possuiria sentido algum, mesmo que possuísse um objeto universal.
    Se ética é algo, é sobrenatural, e a palavra humana expressa apenas fatos. O bem absoluto seria descrito como aquele que todos, sem exceção, independente de gostos e preferências, realizariam necessariamente ou se sentiriam culpados se não o fizer.
    Diz que cada juízo de valor relativo é apenas um enunciado de fatos, sendo assim, não pode ser pronunciado de tal forma que possa perder toda a imagem de juízo de valor, sustentando que, embora possamos mostrar que os juízos de valor relativos são apenas enunciados de fatos, enunciado algum de fatos por ser nem gerar um juízo de valor absoluto.
    Por fim, a Ética, utilizada como desejo de dizer sobre o sentido último de vida e o absolutamente bom, valioso, não pode ser considerada uma ciência. O que ela diz não acrescenta, em sentindo algum, ao nosso conhecimento, porém, não podemos deixar de respeitá-la intensamente, sendo a ridicularizarão, condenável.

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  49. A proposta de Wittgenstein ao dissertar é de que o vocabulário humano não consegue expressar de maneira completa sobre temas debatidos, como a ética .Ou seja, a mera expressão humana em termos de habilidades que dependam da linguagem limita o debate acerca do principal tema: a ética. Ele utiliza o termo ética em seu sentido mais genuíno, denominado como estética.
    Para explicitar sua tese e fazer com que os leitores ( e outros) compreendam-na mais profundamente, Wittgenstein utiliza diversos exemplos no desenvolver do texto. Em primeira instância, sem fazer uma análise mais aprofundada, podemos cair no erro de acreditar que é possível haver um debate completamente suficiente expresso na linguagem humana. No entanto, ao apresentar tais exemplos, o autor demonstra que realmente há uma limitação quando expressões são utilizadas. Podemos descrever situações, mas isso não é possível quando estamos nos referindo à coisas que não são fatos. O autor introduz o problema a ser debatido ao tentar definir o que seria a ética. Uma aproximação seria:
    “ Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.” Mas a sentença possui dois sentidos, um trivial e um absoluto.
    Para o autor, “cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor”. Juizos de valor relativos são enunciados de fatos, mas nenhum enunciado de fato pode implicar um juízo de valor absoluto, pois cada situação exige uma certa subjetividade e esta não pode ser universalizada.
    Buscando evidenciar isso, o autor nos faz imaginar a existência de um livro de ética, que acabaria por destruir todos os demais livros, pois as palavras utilizadas neste livro seriam capazes de transmitir somente um significado e sentido natural. A ética então não conseguiria ser expressa, pois é sobrenatural e as palavras expressam fatos.
    Há ainda expressões que necessitam de sentido, pois podem conter mais de um significado. Em Determinada parte do texto, o autor infere que um característico mau uso de nossa linguagem subjaz a todas as expressões éticas e religiosas e todas elas parecem ser somente símiles. Se é possível descrever um fato mediante uma símile de algo, devemos também ser capaz de abandoná-lo e descrever os fatos sem sua ajuda. Mas quando tentamos fazer isso, encontramos a ausência de fatos, mostrando que aquilo não era uma símile e sim algo sem sentido. As palavras que descrevem fatos então não podem conter valor absoluto. Expressões que necessitam de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência.
    A ética então não pode ser ciência então por ocupar-se da busca pelo sentido completo e última da vida, verdade absoluta e o absolutamente valioso, mas não perdendo a sua legitimidade e devendo ser respeitada.

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  50. Ludwig Wittgenstein foi um dos mais importantes filósofos da primeira metade do século XX. Sua visão sobre a ética é provocadora, e acrescentou novos ingredientes a serem considerados pelos debates filosóficos na tratativa do tema.

    Para Wittgenstein, quando falamos sobre o que é bom, o que é correto, o que deve ser feito, não estamos tratando de ética propriamente, mas sim de fatos e, os fatos estão dentro de um contexto que exige relações, portanto, algo é bom ou é melhor em relação a esta ou àquela situação e, em verdade não possui um juízo de valor absoluto.

    Wittgenstein enxerga a ética como sendo algo sobrenatural, algo que contém um juízo de valor absoluto em si e que, desta forma, não se caracteriza como fato. A ética então não é algo que pode ser discutido, justamente porque com palavras não se alcança algo absoluto, que não tenha relações com os fatos. Diz o autor: “nenhuma descrição que possa imaginar seria apta para descrever o que entendo por valor absoluto”.

    O grande problema está, portanto nos limites da linguagem. Nossa linguagem caracteriza e diferencia o mundo ao nosso redor, ela nos fornece símbolos que possibilitam interpretar fatos, observar relações e, a partir deste ponto, chegar a juízos. O que Wittgenstein nos coloca é que ela não é capaz de ultrapassar seus próprios limites, que por mais que possamos aprimorar conceitos, a barreira entre os juízos de valor relativos e os absolutos não pode ser transpassada.

    A ética então, não poderia se constituir como ciência porque, para o autor, ela é uma tendência do espírito humano: “A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria”.

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  51. Ludwig Wittgenstein em “Conferência sobre Ética” abre uma discussão para avaliar o juízo de valor absoluto em contrapartida com o juízo relativo.
    O caráter que distingue um do outro é que de fato, o juízo de valor relativo, apenas declama os fatos, e assim ele perde toda a aparência de juízo de valor. E mesmo assim, as manifestações dos fatos, não podem implicar um juízo absoluto, segundo o autor.
    Para apoiar sua definição, o autor faz uma referencia a uma citação da peça Hamlet, de Shakespeare, “Nada é bom ou mau, mas é o pensamento que o faz assim”. Interpretando de maneira incorreta, o que Hamlet fala, parece dar a entender de que o que é bom ou que é ruim seja uma qualidade própria e inerente à nossa mente (estritamente).
    Porem, ele afirma que o estado em que a nossa mente se encontra, não pode ser o que defini se algo é ruim ou não pelo aspecto ético.
    E considerando, por exemplo, que a ética fosse uma ciência, não poderíamos atribuir a ela apenas o que pensamos ou somos capazes de fazer, mas como algo mais generalizado.
    Ainda, segundo Wittgenstein, a ética, se é que possamos considera-la como algo mais palpável, ela na verdade está acima de nós e de nossas palavras, pois estas apenas expressam fatos, relacionando apenas esses fatos e proposições, com valores relativos.

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  52. De todos os autores e teorias estudadas, Wittgenstein parece ser o autor a qual mais me identifiquei.

    Entendo que a essência de sua tese seja que “a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.” Não cabe a nossa linguagem fatídica (descrever e apontar acontecimentos físicos, matemáticos, históricos, religiosos...) exprimir o que seja a ética. Mesmo que em condutas, presumidamente, corretas, muitas vezes atingimos uma fração da intenção ou potencialidade real da ação, que pode também ter efeito contrário ao pretendido. Assim como ele define, a ética extrapola as delimitações naturais e corriqueiras, não podendo ser contida simplesmente por padrões aplicados a ciência em geral.

    A ética, portanto, deveria ser passível apenas de respeito e contemplação do melhor possível de cada indivíduo. Assim como o colega Alex Luppe, concordo de que podemos apenas contemplar em silêncio a existência.

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  53. Gabriel Gomes Munhoz

    O pensamento de Wittgenstein analisa a linguagem, a lógica, o próprio ato de pensar e articular símbolos. Como dito no trecho do filme apresentado, no ponto de vista de Wittgenstein: “Imaginar uma linguagem é imaginar uma forma de vida”, assim o próprio ato de pensar e articular a linguagem seriam restritos pela abrangência da mesma, tais atos são aprisionados aos limites que a linguagem impõe. Por isso não seria possível saber o que um leão falaria, se pudesse falar. Nunca saberemos a forma de vida do leão, nunca entenderíamos sua linguagem. Hannah Arendt afirma em seu livro “espírito do pensar” que as palavras são pensamentos congelados. Assim o ato de pensar ou filosofar seria o ato de descongelar as palavras. Wittgenstein vai mais além, pois mesmo no ato de descongelar as palavras afirma que não podemos escapar de um aprisionamento realizado pela linguagem.

    A Ética, no caso, seria uma forma especulativa de definir o que é bom. Porém, quando tentamos apresentar uma afirmação de valor absoluto- o que a Ética tem como objetivo- sobre o que é bom, sofremos a perda do sentido das expressões que apresentamos com relativo valor absoluto, causado pelos limites da linguagem. Assim a discussão acerca dos valores Éticos é como tentar bater nas grades de uma prisão, a linguagem. Para Wittgenstein a Ética, se é algo, é sobrenatural.

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  54. Na conferência sobre ética, WITTGENSTEIN inicia sua fala de forma muito peculiar,expondo primeiro a sua dificuldade de ser compreendido,tanto pelo fato de estar expressando-se em uma língua diferente da sua língua materna,quanto por suas idéias assim mostrando logo de início as dificuldades impostas pela linguagem.Na sua teoria sobre ética defende que a linguagem é insuficiente para tratar sobre ética pois pode-se claramente descrever fatos mas não coisas que não são fatos.Se a ética não é um fato não pode ser descrita,nem delimitada,diferente do caso das ciências naturais,a ética é puramente abstrata.
    Wittgenstein de forma alguma despreza o esforço anterior feito e atribui essa busca ao próprio espírito humano que busca compreender a si:” Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada. A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.”
    A ética,vista por essa perspectiva,me parece um esforço brutal para conseguir delimitar algo inalcançável ,como tentar descrever todos os números do PI,algo inquietante que está aprisionado internamente sem jamais poder ser expresso no mundo exterior das palavras

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  55. Ludwing Wittgenstein expõe um ponto de vista interessante, ao colocar que a ética não pode ser definida pela linguagem habitual, uma vez que esta seria algo muito subjetivo e impossível de se qualificar ou quantificar em dados empíricos. O juízo de valor sobre o que a ética representa esta fora dos padrões habituais, por isso a tentativa de definir a ética em si é um erro, pois tentando expressa-la nos já burlamos seu sentido real.
    Obs.: A publicação acima não esta feito de acordo com as prazos requisitados por motivo de Doença.

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